-----------------------Apollo 17------------------------

A Apollo 17 foi a última missão do programa e, não se sabe até quando, a última visita do homem à Lua. O objetivo de levar um vôo tripulado à Lua foi plenamente atingido. Compreensivelmente, nessa missão, uma mistura de orgulho com pesar era sentida entre os funcionários da NASA. O alvo desse vôo foi Taurus-Littrow, nome dado às montanhas Taurus e à cratera de Littrow. Essa seria uma das mais difíceis aterrissagens de todo o programa. Eugene Cernan foi selecionado para ser o comandante da missão. Ele já havia voado anteriormente na Gemini 9 em 1966 e tinha sido piloto do módulo lunar no vôo da Apollo 10. O geólogo Dr. Harrison Schmitt, que seria seu companheiro na Lua, foi o primeiro cientista-astronauta de uma missão Apollo. Ronald Evans, que também faria sua estréia no espaço, foi escolhido para ser piloto do módulo de comando As operações de lançamento seguiram a mesma rotina das viagens anteriores. Durante os testes, contudo, surgiu uma ameaça que poderia atrasar em um mês a decolagem. Um tanque oxidante no módulo de comando foi acidentalmente superpressurizado e houve receio de que a "bexiga" tivesse sido rompida. Mas testes provaram que a "bexiga" estava intacta, e a programação da missão permaneceu inalterada, prevendo-se uma decolagem no começo de Dezembro. A moral permanecia elevada no Centro Espacial, apesar do corte de gastos para o programa espacial e de uma severa redução de pessoal (mais de cinqüenta por cento para o programa Apollo). A maioria das equipes continuaria com seus contratos, em virtude das missões Skylab e Apollo-Soyuz. Para os 600 membros da equipe Grumman, porém, a Apollo 17 seria o último vôo de seu "enteado": o módulo lunar. Em meio ao programa de aterrissagem na Lua, a equipe obteve uma reputação excelente. Os astronautas elogiaram efusivamente seus esforços, especialmente a tripulação da Apollo 13. A equipe Grumman, ansiosa por assegurar aos astronautas da Apollo 17 o seu contínuo apoio e dedicação, colocou um grande letreiro no estágio de trabalho do módulo lunar, ainda em terra. Dizia: "Essa pode ser nossa última, mas será nossa melhor". A decolagem da Apollo 17 foi marcada para as nove e cinqüenta e três da noite do dia 6 de dezembro. Era a primeira decolagem noturna do programa Apollo. A dois minutos e quarenta e sete segundos da ignição, a contagem foi abruptamente interrompida. Mais tarde explicou-se à imprensa que houve uma falha no seqüenciador automático, que parou de comandar a pressurização do tanque de oxigênio do terceiro estágio do foguete. Imediatamente procedeu-se o comando manual de pressurização e, trinta segundos antes da decolagem ter sido interrompida, tudo estava normal. O problema foi que, como o seqüenciador terminal não deu o comando, o circuito eletrônico lógico disse que ele não ocorreu e o computador interrompeu a contagem. Como era necessário observar-se todas as outras funções, decidiu-se manter a interrupção, pois era desejável que, a todo custo, não fosse necessário um corte na decolagem após a ignição dos cinco motores do primeiro estágio. A contagem, então, finalmente terminou à meia-noite e trinta e três de 7 de dezembro de 1972. A decolagem pôde ser vista a centenas de milhas de distância. Observadores de Miami, norte da Flórida, Geórgia e de pontos ainda mais distantes puderam ver as plumas de fogo da Apollo 17 rugindo rumo ao espaço. A Apollo 17 entrou em órbita lunar no dia 10 de dezembro. No dia seguinte Evans guiou o módulo de serviço e comando a uma posição mais baixa em relação à Lua. Cernan e Schmitt pousaram com o módulo lunar à uma e cinqüenta e cinco da tarde, explorando a superfície durante três incursões diferentes, coletando amostras e desenvolvendo experimentos. Ao final de sua permanência na Lua, a tripulação desencapou uma placa da perna do módulo lunar que permaneceria em solo lunar. A placa mostrava uma vista da Terra com a Lua entre os dois hemisférios, com os dizeres: "Aqui o Homem completa sua primeira exploração da Lua, dezembro de 1972. Que o espírito de paz no qual viemos seja refletido na vida de toda a humanidade". A placa foi assinada pelos astronautas e pelo presidente Nixon Antes de deixar a órbita lunar, a tripulação ligou a câmera de televisão para que o Controle da Missão pudesse ver o lado escuro da Lua. O mergulho de volta ocorreu no Pacífico às duas e vinte e quatro da tarde do dia 19 de dezembro.

Fonte : Enciclopédia Digital