-----------------------Apollo 12-------------------------

A NASA selecionou um piloto espacial veterano, Charles "Pete" Conrad, para comandar a Apollo 12, segunda missão a tentar a aterrissagem na Lua. Richard Gordon seria o piloto do módulo de comando e Alan Bean o piloto do módulo lunar . Bean nunca havia estado no espaço. A contagem regressiva começou no dia 7 de novembro, às oito da manhã. Os astronautas passaram pelos últimos exames médicos no dia 10. Mas um problema foi detectado . Um dos dois tanques de hidrogênio do módulo de serviço não esfriou quando recebeu o líquido extremamente frio. O abastecimento continuou, até que ambos estivessem 90% cheios. O tanque número dois começou a vazar e formou-se gelo na concha exterior. Isso indicava que, ou a concha interior estava vazando, permitindo que o hidrogênio escorresse entre as duas conchas, ou que o vazamento ocorria na própria concha exterior. A decisão foi remover o tanque defeituoso e trocá-lo por um tanque da Apollo 13. Os técnicos trabalharam contra o relógio para efetuar a substituição enquanto a contagem regressiva prosseguia. Ainda foi instalado um pequeno gerador atômico, alimentado por plutônio-238, que forneceria força extra para os experimentos em solo lunar. A tripulação embarcou na Apollo 12 na manhã do dia 14 de novembro. Durante a noite o tempo virou, provocando chuvas intermitentes. Nuvens carregadas moviam-se na direção da área de lançamento. Mantinha-se contato constante com as estações meteorológicas, cujos dados eram obtidos por dois aviões que voavam entre e pouco acima das nuvens sobre o centro espacial. Não havia qualquer sinal de abertura. Choveu forte uma hora antes da hora do lançamento, que ocorreu às onze e vinte e dois. Segundos após a decolagem, dois flashes de luz foram vistos nos dois lados da torre de lançamento. Conrad anunciou: "Perdemos a plataforma. Não sei o que aconteceu aqui. Sentimos tudo despencar. . . ". Ele se referia à plataforma inercial, coração do sistema de controle e navegação do Saturn V. Mas a Apollo 12 não hesitou. A tripulação re-estabilizou a plataforma inercial e logo tinha força total em todos os sistemas. Mais tarde, chegou-se a uma explicação para o ocorrido: a nave, com sua longa cauda de chamas, agira como um pára-raio, transformando a energia estática da camada de nuvens em raios de luz, ou seja, os flashes eram relâmpagos. Após esse incidente o vôo decorreu normalmente. No dia 19 de outubro, tendo separando-se do módulo de comando, o módulo lunar, já na órbita da Lua, preparava-se para descer no "Ocean of Storms", onde dois anos antes havia pousado uma missão não tripulada, a Surveyor 3. Ao todo, Conrad e Bean passaram sete horas e 45 minutos trabalhando na Lua, conduzindo experimentos, coletando amostras de rochas e pedaços da Surveyor , além de fotografarem sua aterrissagem e outros objetos de interesse. O módulo lunar decolou novamente às nove e vinte e cinco da manhã do dia vinte de novembro e uniu-se novamente ao módulo de comando pilotado por Dick Gordon. A queda no Pacífico Sul foi às três e cinqüenta e oito da tarde do dia 24 de novembro. Depois do período de quarentena, a primeira parada da tripulação foi o Centro Espacial onde, no dia 17 de dezembro, mais de 8. 000 empregados reuniam-se para dar-lhes as boas-vindas. Conrad declarou, na ocasião: "Nós não considerávamos o vôo terminado até que voltássemos para cá. Eu só gostaria de lhes dizer: vocês fizeram um grande trabalho para nós".

Fonte : Enciclopédia Digital